segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A teoria por trás da neutralização de carbono

Fotógrafo: Philip Lange Agência: Dreamstime

As emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) são um problema mundial. As compensações de carbono trabalham com a idéia de que qualquer redução em qualquer área é válida, embora seja muito mais barato reduzir ou absorver emissões em regiões não desenvolvidas ou em desenvolvimento do mundo. Nestas regiões, as moedas podem ser mais fracas ou os suprimentos, menos caros. Logisticamente, é mais fácil fazer mudanças numa área que ainda não tenha uma infra-estrutura extremamente desenvolvida. Os separadores de carbono ajudam a manter fontes de energia renováveis como a energia eólica.

As compensações, entretanto, são um luxo, pois você está, acima de tudo, pagando por não-emissões (algo que nem mesmo existe). Por causa disso, a maioria das pessoas e das empresas que compram separadores mora em nações desenvolvidas, onde diminuir drasticamente as emissões domésticas é difícil e caro. Pode ser mais econômico para uma empresa ou casa comprar compensações do que reformar um prédio ou eliminar emissões. Com o planeta produzindo aproximadamente 25 bilhões de toneladas de CO2 por ano [fonte: Clean Air-Cool Planet (site em inglês)], não importa se um projeto de reflorestamento no Equador está sendo financiado por um banqueiro equatoriano ou por uma fábrica dos Estados Unidos.

As compensações de carbono financiam projetos como reflorestamento, conversões para fontes de energias renováveis ou coleta e separação de GEE. Eles dão apoio tanto a projetos grandes quanto a projetos comunitários. Uma única empresa pode reflorestar uma área em Uganda e apoiar a construção de aquecedores eficientes em cidades hondurenhas.

Os Gases do Efeito Estufa (GEE) prendem o calor na atmosfera da Terra. Carros, aviões, usinas elétricas e fábricas emitem GEE. O Protocolo de Kyoto, um acordo GEE internacional, define seis gases problemáticos ao serem emitidos:

•Dióxido de carbono (CO2): Quando combustíveis fósseis, lixo e plantas se queimam, emitem CO2, a emissão GEE mais comum.

•Metano (CH4): Aterros sanitários, rebanhos, atividades agrícolas e a produção de carvão, gás natural e óleo geram CH4, uma emissão bem mais potente que o CO2.

•Óxido nitroso (N2O): O tratamento de esgoto e a queima de combustíveis fósseis produzem N2O. Os fertilizantes e o tratamento do solo agrícola, entretanto, liberam a maior parte desse potente poluente.

•Hexafluoreto de enxofre (SF6): A indústria de energia elétrica usa esse composto feito pelo homem no isolamento e interrupção de corrente.

•Hidrofluorocarbonetos (HFCs): Solventes, refrigerantes, agentes de combate a incêndio e propelentes para aerossóis usam HFCs como substitutos dos clorofluorocarbonos (CFCs), que destroem a camada de ozônio.

•Perfluorocarbonetos (PFCs): São emitidos, por exemplo, em aparelhos de refrigeração e aparelhos de ar condicionado. Existem quantidades relativamente baixas de PFCs na atmosfera, mas é difícil se livrar deles. A vida atmosférica estimada desse solvente e componente da produção do alumínio varia entre 10 mil a 50 mil anos! [fonte: Centro Nacional de Informações Biotecnológicas (site em inglês)].

Um comentário:

Drica disse...

Achei muito show o seu blog.
Adriana Sampaio